Segundo Freud o id constitui o pólo pulsional da personalidade. Os seus conteúdos, expressão psíquica ds pulsões, são inconscientes, por um lado hereditários e inatos e, por outro, recalcados adquiridos.Aos poucos, a partir de 1915, ao preço de lenta maturação fundamentada na experiência clínica, Freud chegou a conclusão de que grandes partes do ego e do superego eram inconscientes. Daí em diante tornou-se impossível afirmar a existência de uma identidade entre o ego e o consciente de um ladoe o racalcado e inconsciente do outro. Assim foi preciso revisar por completo a concepção das relações consciente-incosciente. Com isso a introdução do termo id para designar o inconsciente considerado um reservatório pulsional desorganizado.
Freud descreveu o ego como uma parte do id, que por influência do mundo exterior foi diferenciado. No id reina o princípio do prazer. Ora o ser humano é um animal social e, se quiser viver com seus congêneres, não pode se instalar nessa espécie de nirvana, que é o princípio de prazer, onto de menor tensão assim como lhe é possível deixar que as pulsões se exprimam em estado puro.
É um fato, o mundo exterior impõe à crianças pequenas proibições que provocam o recalcamento e a transformação das pulsões, na busca de uma satisfação substitutiva que irá provocar o eu, por sua vez um sentimento de desprazer. O princípio de realidade substitui o princípio de prazer. O eu se apresenta como uma espécie de tampão entre os conflitos e clivagens do aparelho psíquico, ao mesmo tempo que tenta desempenhar o papel de uma espécie pára-excitação, em face das agressões do mundo exterior.
Freud vê na consciência moral, na auto-observação, na formação de ideais, funções do superego.
FREUD, SIGMUND Obras Psicológicas Completas versão 2.0
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