Um adolescente em média tem que consumir cerca de 2200 calorias por dia, e assim como todas as pessoas evitar gorduras em excesso e carboidratos, pois são transformados em tecido adiposo. Muitos adolescente acabam ingerindo mais calorias do que gastam e assim adquirem peso com pouca atividade física e maus hábitos alimentares.
A obesidade é multifatorial e é um problema formado pelo desequlíbrio do nutrientes e por níveis insuficientes de atividade física. A redução dos níveis de atividade física foi associada à televisão e a outros avanços tecnológicos. As crianças e adolescentes que assistem à televisão durante muito tempo ocorrem maior risco de apresentar sobrepeso ou de tornarem-se obesos.
A obesidade ocorre devido ao desequilíbrio energético positivo, que é resultado de aumento de consumo de energia sem alteração do gasto energético.


PAPALIA D. E. Desenvolvimento Humano. 8ª Edição, Porto Alegre, Artemed , 2006.
A Puberdade é caracterizada por uma serie de mudanças nas proporções e formas do corpo e o início da maturidade sexual, são mudanças biológicas à da qual sinalizam o fim da infância, isso resulta no rápido crescimento de altura e corpo.
A puberdade inicia quando a glândula pirataria na base do cérebro manda uma mensagem para as glândulas sexuais para ocorrer o aumento da secreção de hormônios, nas meninas os ovários aumentam e junto a produção de estrogênio (hormônio feminino no qual estimula o crescimento dos genitais e aumento dos seios.
No caso dos meninos os testículos aumentam a produção de andrógeno, principalmente testosterona que estimulam o crescimento de genitais e pelos.
Tanto meninos quanto meninas tem os mesmos hormônio, porém as meninas tem mais estrogênio e os meninos mais andrógenos que tem influência na adolescência com a depressão e a agressão, o que ocasionam o mau-humor.
O processo de maturação dura cerca de quatro anos para ambos os sexos, porém começa mais cedo nas meninas, em média começam a mostrar alterações na puberdade entre 7 e 14 anos e os meninos entre 9 e 16.
Segundo Tanner, 1989 uma explicação provável pode ser uma padrão de vida mais elevado, crianças que são bem nutridas e mais bem cuidadas amadurecem mais cedo e crescem mais, o que pode ter relação às diferentes estaturas mostradas no vídeo.

O surto de crescimento da adolescência
Durante a puberdade acontece o surto do crescimento, que é o rápido crescimento (peso e altura), nas meninas variam em torno de 10 anos e nos meninos entre 12 ou 13 anos. Esse surto dura cerca de dois anos quando acaba o surto o jovem atinge a maturidade sexual, por isso é normal ver meninas entre 11 e 13 anos mais altas, fortes e pesadas que os meninos.Meninos e meninas atingem sua altura final ao 18 anos.
PAPALIA D. E. Desenvolvimento Humano. 8ª Edição, Porto Alegre, Artemed , 2006.


A ginástica rítmica vem sendo muito valorizada no Brasil, pois ela usa os movimentos, ritmo, dança, música e faz com que o praticante seja criativo, segundo Gaio (1996) a GR faz com que os praticantes vençam seus próprios limites em um ambiente de liberdade e criatividade.

Essa atividade motiva as crianças e evita a monotomia o desenteresse e o desânimo.

Primeiramente uma modalidade feminina porém depois apareceram praticantes do sexo masculino.

Essa atividade consiste em movimentos corporais com técnicas e níveis de dificuldade realizados com aparelhos sincronizados e com música.

Aparelhos: Fita, bola, arco, corda e maça.

Essa prática pode ser inserida na escola pois desenvolve coordenação motora, percepção corporal, lateralidade e consciência corporal, além de ser um direrencial na aulas e ter um enriquecimento na qualidade motora da criança e contribuir para a aprendizagem de movimentos básicos e para a flexibilidade da criança.


FERREIRA, Raul A. Inclusão de movimentos básico da ginástica rítmica nas aulas de Educação Física escolar. Revista digital Buenos Aires, ano 14, n. 141, fevereiro de 2010.




A prevalência da obesidade vem aumentando nas últimas décadas em todas as faixas de idade, tendo comportamento semelhante envelhecimento populacional enquanto fenômeno mundial.
A obesidade pode ser classificada em andróide e genóide.
Na forma de distribuição andróide, também conhecida por obesidade abdominal ou central, o excesso de tecido adiposo predomina na metade superior do corpo, acima do umbigo. Essa forma em geral está associada a ocorrência de distúrbios metabólicos e doenças cardiovasculares, sendo mais predominante nos homens e em mulheres após a menopausa.
Na forma de distribuição genóide o tecido adiposo predomina na metade interior do corpo, apresenta menor repercussão metabólica embora acarrete maiores conseqüências mecânicas, sendo mais prevalente em mulheres antes da menopausa.
O excesso de peso corporal favorece a ocorrência de diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, doenças de vesícula biliar e algumas formas de câncer, outros prejuízos incluem dificuldades respiratórias, problemas dermatológicos, distúrbios do aparelho locomotor, além de problemas sociais.
As doenças cardiovasculares representam a principal causa de óbito na população idosa. A combinação de sobrepeso e hipertensão arterial leva ao espaçamento da parede ventricular e maior volume cardíaco.
Analisando a situação nutricional entre os homens, a prevalência geral de magreza corresponde a uma porcentagem maior que a de sobrepeso, enquanto nas mulheres foi o oposto.
Dietas com alta densidade energética associada a um estilo de vida sedentário destacam-se como fatores responsáveis pelo aumento da prevalência da obesidade.
O consumo de uma dieta rica em gorduras, destacando-se as de origem animal, açúcar e alimentos refinados, reduzidas em carboidratos complexos e fibras está associado a maior ocorrência de doenças cardiovasculares e obesidade.
No Brasil, foi constatado que houve um aumento no consumo de carnes, leite, gorduras saturadas, açucares e refrigerantes e a redução de consumo de cereais, frutas, legumes e verduras.
A insuficiência financeira no Brasil da maioria da população idosa onde eles dependem da aposentadoria favorece a monotonia alimentar e a aquisição de alimentos de menor custo, ficando em segundo plano o valor nutricional.

MARQUES A. P. de O. Envelhecimento, obesidade e consumo alimentar em idosos. Revista brasileira Geriatria, Gerontologia. Vol.10 n.2 Rio de Janeiro 2007.
Anorexia
Os transtornos alimentares constituem patologias graves, complexas e com alto grau de mobilidade, principalmente na adolescência, quando freqüentemente iniciam e afetam ampla e severamente o desenvolvimento do indivíduo.
Termos de indexação: A anorexia nervosa, adolescentes, hábitos alimentares, comportamento alimentar.
A anorexia teve um aumento constante entre 1955 à 1984 em adolescentes de 10 à 19 anos. A prevalência de anorexia nervosa varia de 2% à 5% em mulheres adolescentes e adultas.
Esse aumento da incidência coincide com a ênfase na magreza feminina com uma expressão de atração sexual. A sociedade valoriza a atratividade e a magreza em particular, fazendo da obesidade uma condição rejeitada. A busca da beleza com um corpo magro tem levado algumas pessoas à prática de dietas abusivas e não saudáveis.
A anorexia nervosa é uma restrição dietética auto imposta com uma grande perca de peso, que está associada com o medo de engordar.
De início não é consumido alimentos calóricos porém o indivíduo depois passa a deixar de consumir outros alimentos.
Em um estudo feito por Huse & Lucas (1984) com 96 anoréxicas relatam que 37% tinham o hábito de jejuar 40% tinham preferências alimentares como evitar a carne, doces, gorduras, embora preferissem doces e sobremesas.
É citado na literatura como os principais fatores etiológicos da anorexia: sexo, mais comum em mulheres do que em homens, e idade sendo o início geralmente na adolescência (Castro e Goldenstein, 1995), a partir disso é contatado que a anorexia nervosa tem início na adolescência por volta dos 15 e 18 anos, nessa fase ocorre ganho de gordura principalmente na mulheres onde essa gordura continua a aumentar, chegando à um índice corporal de 27% aos 16 anos.
Devido a essas mudanças as adolescentes começam a se preocupar com o aumento de peso, e também com o aumento do quadril por volta dos 12-16 anos, o que ocasiona a restrição dos alimentos, por essas mudanças do corpo não serem aceitas.
Isso está diretamente ligado à fatores psicológicos individuais e familiares, apelo sociocultural do culto à magreza isso pode acarretar a um transtorno alimentar.
Essas mudanças que ocorrem com relação a percepção da alimentação e do peso podem ser identificadas antes mesmo da doença se instalar, fazendo um teste de atitudes alimentares.
É importante conhecer o perfil da alimentação dos adolescentes com a restrição de alimentos que é um sintoma da anorexia, pode-se prevenir com ajuda das escolas, educação nutricional, para os adolescentes conhecerem o certo e o errado sobre alimentos e peso.
Foi feito uma pesquisa para identificar adolescentes do sexo feminino com sintomas de anorexia em uma escola particular em São Paulo no período de um mês.
Foram requisitadas a participarem da pesquisa adolescentes de ensino médio do sexo feminino que freqüentavam a aula de educação física, aceitaram participar do estudo 279 alunas com idade de 15 à 18 anos e 11 meses.
A identificação do sintomas foi feita a partir de um questionário validado por Garner (1982) em anoréxicas , o teste de atitudes alimentares.
As alunas preencheram o recorda tório alimentar de 24 horas, aula de educação física com a presença da pesquisadora.
As questões eram as seguintes:
· Quais alimentos e preparações de que você mais gosta? Por quê?
· De quais alimentos ou preparações você não gosta? Por quê?
· Existe algum alimento que você tenha medo de comer? Por quê?

Resultado:
1° Lugar: Cereais, pães, tubérculos e raízes.
2° Lugar: Hortaliças
3° Lugar: Frutas
4º Lugar: Leite e produtos lácteos
5° Lugar: Leguminosas
6º Lugar: Carne e ovos
7° Lugar: óleos de gordura
8° Lugar: acurares de doces
De acordo com o EAT-26 foram encontradas 59 alunas com sintomas de anorexia e o restante 220 foram consideradas sem sintomas.
Os hábitos alimentares das alunas com sintomas demonstram ser diferentes daquelas sem sintomas, com o aparecimento de alimentos mais saudáveis , é um comportamento alimentar característico da adolescência, mas a aversão aos doces foi significativa e semelhante aquele apresentada na anorexia.
Os números elevados é um bom motivo para se iniciar uma intervenção nutricional. Para evitar, seria bom fazer campanhas governamentais vinculadas pela mídia, incluir no currículo nutrição, atividade física desde a pré escola , mensagens de alimentação adequadas nos rótulos dos alimentos e envolver a família na vida dos adolescentes.
Algumas vezes a determinação de não ficar obeso pode resultar em grandes problemas. Algumas jovens atletas para se sobressair se esforçam tanto para manter o peso que desenvolvem transtornos alimentares, o que pode levar a perda óssea grave e o atraso da menstruação.
A anorexia pode ser um distúrbio físico provocado por uma deficiência de uma substância química no cérebro ou por um distúrbio no hipotálamo, ou o indivíduo anoréxico pode sentir que controlar o seu peso é a única maneira de controlar alguma coisa em sua vida e também tem relação com a sociedade com um padrão de beleza que é ser magro, é super comum na ginástica e em esportes onde a pontuação pode ser influenciada pela aparência.

Tratamento:
Pode ser tratada mas a reincidência é muito alta , cerca de 25% dos anoréxicos chegam a invalidez crônica, 2% à 10% morrem prematuramente de inanição, suicídio, desequilíbrio e causas relacionadas.
Primeiramente os pacientes se alimentam e ganham peso, podem tomar drogas pra estimular o apetite e inibir o vômito, e terapia de comportamento que ajuda os pacientes a compreender seus sentimentos.

Bulimia:
Acontece quando o jovem ingere grandes quantidades de alimentos rapidamente e depois tenta neutralizar o alto consumo de calorias forçando-se a vomitar, fazendo dieta ou jejum, exercícios vigorosos e até o uso de laxantes e diuréticos. Esse é um distúrbio que está assoado a obesidade.
A maioria é do sexo feminino cerca de 1% à 3% sofrem desse transtorno que inicia algumas vezes na adolescência, essas pessoas são obcecadas pelo peso e boa forma, ficam envergonhadas devido aos seus hábitos alimentares anormais e sofrem de cáries dentárias generalizadas que são causadas pelo vômito repetido de ácido estomacal, irritação gástrica, perca de cabelo e problemas de pele.
A bulimia e a anorexia são transtornos alimentares distintos, porém uma pessoa com bulimia acaba perdendo peso e na anorexia pode ocorrer a bulimia também.
Além das pressões sociais ela pode também ter uma base biológica com relação ao baixos níveis de serotomina no cérebro, ou psicanalítica as pessoas com bulimia usam a comida aplacar sua fome de amor e atenção.

Tratamento:
Para o tratamento da bulimia segundo Kaplan (2002) a maior eficácia é a terapia familiar com os pacientes e abordagens terapêuticas e aconselhamentos dos pais.
O atendimento psicodinâmico é importante também pois ajuda o paciente no transtorno alimentar e também a entender o significado dos sintomas manifestados.
O atendimento médico faz com que ocorra a identificação e manejo dos sintomas através de técnicas cognitivo-comportamentais de forma individualizada e a avaliação da necessidade de medicação, outra abordagem é o diário alimentar.


DUNKER, Karin Louse Lenz and PHILIPPI, Sonia Tucurunduva, Hábitos e comportamentos alimentares de adolescentes com sintomas de anorexia nervosa. Revista Nutry online, 2003, vol.16, n1. Avaliado por: http://www.scielo.br/.


PINZON, Vanessa el al. Pecualidades do tratamento da anorexia nervosa e da bulimia nervosa na adolescência: a experiência do PROTAD. Rev. Psiquiatria clínica online, 2004, vol.31, n.4 Avaliado por: http://www.scielo.br/.
Essa criança provavelmente teve um ritmo espontâneo na qual seu inconciênte tomou conta da situação, aquele momento se tornou prazeroso para ela, segundo Freud o ID(inconciênte) demonstra o prazer.
É um fato, que o ambiente externo coloca muitas limitações para as crianças , e isso faz com que elas oprimam sentimentos, a realidade substitui o princípio de prazer.
A criança utiliza do inconciênte, onde acaba sendo vista a espontaniedade para expressar o que está oprimido.
FREUD, SIGMUND. Obras Psicológicas completas versão 2.0.
Segundo Freud o id constitui o pólo pulsional da personalidade. Os seus conteúdos, expressão psíquica ds pulsões, são inconscientes, por um lado hereditários e inatos e, por outro, recalcados adquiridos.
Aos poucos, a partir de 1915, ao preço de lenta maturação fundamentada na experiência clínica, Freud chegou a conclusão de que grandes partes do ego e do superego eram inconscientes. Daí em diante tornou-se impossível afirmar a existência de uma identidade entre o ego e o consciente de um ladoe o racalcado e inconsciente do outro. Assim foi preciso revisar por completo a concepção das relações consciente-incosciente. Com isso a introdução do termo id para designar o inconsciente considerado um reservatório pulsional desorganizado.
Freud descreveu o ego como uma parte do id, que por influência do mundo exterior foi diferenciado. No id reina o princípio do prazer. Ora o ser humano é um animal social e, se quiser viver com seus congêneres, não pode se instalar nessa espécie de nirvana, que é o princípio de prazer, onto de menor tensão assim como lhe é possível deixar que as pulsões se exprimam em estado puro.
É um fato, o mundo exterior impõe à crianças pequenas proibições que provocam o recalcamento e a transformação das pulsões, na busca de uma satisfação substitutiva que irá provocar o eu, por sua vez um sentimento de desprazer. O princípio de realidade substitui o princípio de prazer. O eu se apresenta como uma espécie de tampão entre os conflitos e clivagens do aparelho psíquico, ao mesmo tempo que tenta desempenhar o papel de uma espécie pára-excitação, em face das agressões do mundo exterior.
Freud vê na consciência moral, na auto-observação, na formação de ideais, funções do superego.

FREUD, SIGMUND Obras Psicológicas Completas versão 2.0