A prevalência da obesidade vem aumentando nas últimas décadas em todas as faixas de idade, tendo comportamento semelhante envelhecimento populacional enquanto fenômeno mundial.
A obesidade pode ser classificada em andróide e genóide.
Na forma de distribuição andróide, também conhecida por obesidade abdominal ou central, o excesso de tecido adiposo predomina na metade superior do corpo, acima do umbigo. Essa forma em geral está associada a ocorrência de distúrbios metabólicos e doenças cardiovasculares, sendo mais predominante nos homens e em mulheres após a menopausa.
Na forma de distribuição genóide o tecido adiposo predomina na metade interior do corpo, apresenta menor repercussão metabólica embora acarrete maiores conseqüências mecânicas, sendo mais prevalente em mulheres antes da menopausa.
O excesso de peso corporal favorece a ocorrência de diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, doenças de vesícula biliar e algumas formas de câncer, outros prejuízos incluem dificuldades respiratórias, problemas dermatológicos, distúrbios do aparelho locomotor, além de problemas sociais.
As doenças cardiovasculares representam a principal causa de óbito na população idosa. A combinação de sobrepeso e hipertensão arterial leva ao espaçamento da parede ventricular e maior volume cardíaco.
Analisando a situação nutricional entre os homens, a prevalência geral de magreza corresponde a uma porcentagem maior que a de sobrepeso, enquanto nas mulheres foi o oposto.
Dietas com alta densidade energética associada a um estilo de vida sedentário destacam-se como fatores responsáveis pelo aumento da prevalência da obesidade.
O consumo de uma dieta rica em gorduras, destacando-se as de origem animal, açúcar e alimentos refinados, reduzidas em carboidratos complexos e fibras está associado a maior ocorrência de doenças cardiovasculares e obesidade.
No Brasil, foi constatado que houve um aumento no consumo de carnes, leite, gorduras saturadas, açucares e refrigerantes e a redução de consumo de cereais, frutas, legumes e verduras.
A insuficiência financeira no Brasil da maioria da população idosa onde eles dependem da aposentadoria favorece a monotonia alimentar e a aquisição de alimentos de menor custo, ficando em segundo plano o valor nutricional.

MARQUES A. P. de O. Envelhecimento, obesidade e consumo alimentar em idosos. Revista brasileira Geriatria, Gerontologia. Vol.10 n.2 Rio de Janeiro 2007.

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